18 de janeiro de 2022

CONFUSÃO


Não há, oh gente, maior confusão,
Nesse governo sem coração.
Negou a vacina, provocação.
Atritou-se com Anvisa, sem noção.
Consulta pública, deturpação.
Audiência pública, retardação.

Gente internado procurando ar,
Presidente nadando no mar.
Em Live, satiriza para inflamar.
Ri dos doentes - subestimar.
Sentimento nenhum para conformar,
Pior: zomba, ironiza, é de lastimar.

Em entrevistas, olha feio.
Às perguntas, fica alheio.
Nas respostas, arrodeio.
Sobre duas rodas, passeio.
Que pensa dos mortos? Odeio.
Na cabeça parece ter só tiroteio.

Que esperar de um presidente,
Que na pandemia, nada de resiliente.
Nos atos, demonstra-se prepotente.
Nos três poderes é o divergente.
Sem falar que é intransigente,
E em Brasília, de corpo presente.

Elias C. Brandão - 05/01/2022

PETS


Múltiplas formas de trabalho,
Quebrando galho,
Construindo assoalho,
Produzindo alho,
Costurando retalho,
De cabelos grisalho.

Pode ser diarista ou pedreiro,
Motorista ou floreiro,
Motoboy ou ferreiro,
Ajudante ou carpinteiro,
Maquinista ou cabelereiro,
Comerciante ou açougueiro.

Hoje chamou atenção,
Sem a mínima pretensão,
Ver catadores de pet em montão,
Pra vender era a intenção,
E viver mais um dia sem tensão,
Pois riqueza não é a presunção.

Numa rua, uma mulher recolhia,
Na sacola, garrafa pet enchia,
Os espaços, ela preenchia,
O vento lhe fazia companhia,
Caminhava e desaparecia,
Em busca de viver mais um dia.

Dois homens em outro bairro,
Nas mãos: sacola e cigarro,
Pets era a escolha do disparo,
Pois vivem no desamparo.
Num dia que se inicia bárbaro
Sem perspectiva de amparo.

Há políticas para estes invisíveis?
Na vida estão suscetíveis,
Os dias são imprevisíveis,
Alimento e banho, flexíveis,
Na sociedade, são inconfundíveis.
No dia a dia, desprezíveis.

Elias C. Brandão - 04/01/2022

17 de janeiro de 2022

NA CALÇADA


Não tem pior imagem,
No 3° dia ver na calçada e gramagem,
Humanos com pinga, drenagem?
Não. Sem futuro, foi a paisagem.

Rostos inchados,
Olhares ofuscados,
Corpos recalcados,
Semblantes pesados.

Que futuro esperam?
Que vida levam?
Que família preservam?
Que filhos operam?

Os vizinhos enxergam?
Os gestores abnegam?
Nos passos escorregam?
À pinga, se envergam.

Que politicas sociais pensar?
Planejamentos aplicar?
Ações públicas ensejar?
Agir, fazer, gestar.

É assim que se vê nas calçadas.
Solitos, em grupos, coisa engraçada?
Não. Invisíveis, pessoas amordaçadas.
Distantes dos olhares, moçada.

Esperar acontecer não dá.
A vida pra eles passa devagá,
Esquecidos, vivem como dá,
Nas cidades e também em Maringá.

Elias C. Brandao - 03/01/2022

FUTURO


Iniciar um Ano é acreditar no futuro.
Mas os gestores são maduros?
Que a educação e saúde sejam prioridades,
Emprego e investimento, potencialidades.

No segundo dia do ano cai-se na real,
O trabalho torna-se ponto cardeal.
Os fogos e champanhas se evaporaram,
O ano e a vida afloraram.

Milhares entram em férias
Milhões vivem na miséria.
Que Brasil contraditório,
Com situações de purgatório.

Há luz no fim do túnel,
Eleições com sensação de lunel.
Que a política não seja politicagem,
Que os políticos não sejam selvagens.

Elias C. Brandão - 02/01/2022

NEGACIONISTA

Iniciando dois mil e vinte e dois,
Esperança pro fim da pandemia.
Que o passado vire um depois,
Hoje, do ano é o primeiro dia,
Em busca da saúde e pois,
Viver intensamente sem eufemia.

Além da pandemia, tem a economia,
Com um presidente negacionista.
Nega a vida e a vacina todo dia.
E contaminou-nos do vírus oportunista,
Matou milhares, é o que se temia,
Que finde esse governo bolsonarista.

Hoje, primeiro dia do ano,
Bate a porta o sentimento da vida.
A esperança marca o ser humano,
Viver tornou-se uma corrida.
O vírus por certo é desumano,
Atacando e matando - homicida.

Esperamos um futuro melhor,
Com um governo de esperança.
O negacionismo só veio para pior,
O povo merece segurança.
Lutar contra os vírus: objetivo maior,
Pois brasileiro é garra, tem confiança.

Elias C. Brandão - 01/01/2022

NATIVOS DIZIMADOS

I

Brasil dos nativos,

Dos índios que ainda existem.

Dos milhões no princípio,

Apenas milhares persistem.

Os políticos, o Governo e o sistema,

Aos massacres insistem.

E mesmo em dificuldades,

Os nativos à terra-vida, não desistem.


II

Brasil 500 anos,

De índios despatriados.

Engolidos ano a ano,

Foram pisados e maltratados.

Como nativos, indianos,

Avistados foram enganados.

E em nome da civilização,

Foram dizimados.


III

Avistados foram encarados,

Como ameaça ao sistema.

A liberdade de ir e vir,

Virou um grande problema.

No mato foram encurralados,

Apanhados perderam as penas.

E pelos europeus foram en-roupa-dos.


IV

Agora vivem dilemas.

De donos a expropriados,

Como ficaram seus alentos?

Os nativos cheios de sonho,

Chegarão aos anos seiscentos?

O que se espera do futuro?

Lembranças e pensamentos?

Em constante perseguição e prantos,

Restam-lhes ficarem atentos.


V

500 anos de exploração,

De trabalho infanto-juvenil e escravidão.

De motoristas a professores,

Desvalorizados em sua profissão.

De nativos a dizimados

Lutando por direitos de cidadão.

De Direitos Humanos,

Na prática, a exploração.


VI

Brasil 500 anos:

De concentração e de sem-terras,

De bóias-frias e domésticas,

E, nas florestas, o motor-serra.

Daqui outros 500,

Que será do povo e das terras?

Na história oficial,

Registros de muitas guerras


VII

Brasil 500 anos:

De história e de vergonha.

De homens massacrados,

Acusados de manha

Vivendo mendigando,

Desgastados com o que ganham.

E, na mídia, todo dia,

Contra si muitas campanhas.


VIII

Brasil 500 anos,

Das matas,

A sem matas,

Sem reservas florestais e sem meio ambiente.

De operários, camelôs, lavradores e serventes,

Índios, brancos e mulatos, somos desobedientes?

Há outra saída, a não ser estarmos descontentes?


IX

Brasil 500 anos

De pura especulação.

Dos índios de raça pura à globalização.

De povos nativos a sem-terras dizimados.

É nosso Brasil: sempre dominado.

Alcançou uma certa prosperação,

Parou na desnutrição.


Elias C. Brandão - 2003


Publicado no livro "História social: da invasão do Brasil ao maxixe e lambari". Maringá: Massoni, 2003.

27 de julho de 2013

Mais um livro sobre Educação do Campo


Apreciamos na noite passada (26/07), numa pizzaria, o resultado final de um trabalho coletivo envolvendo nada menos que 13 pesquisadores. Foi a publicação do livro "POLÍTICAS PÚBLICAS E EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL: Um conceito em construção".

O livro teve o prefácio do prof. aposentado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Dr. Valdemar Sguissardi e, dentro de 30 dias deve estar disponível online na Editora para que o mundo possa usufruir, baixar, ler, contribuir...

No momento, os poucos exemplares (50), foram distribuídos entre os autores e serão disponibilizados em algumas bibliotecas das universidades públicas estaduais e federais, além de escolas do campo e grupos de pesquisas em Educação do Campo no Paraná.

EIS A CAPA DO PRODUTO FINALIZADO.
A capa ficou muito boa.
Imagine o conteúdo interno.


22 de julho de 2013

Onde eu nasci - Nildo Brandão

Meu mano, Nildo Brandão, fez uma música por ocasião do retorno, em 2008, de nossos pais (Pedro Alves Canuto e Elizabeth Brandão Canuto) a Mata Grande, interior do Nordeste, Estado de Alagoas, bem sertão, recordando os tempos que residimos por lá entre 1960 e 1965. Ouçamos:

21 de julho de 2013

Onde eu nasci - Nildo Brandão

A letra abaixo é de meu mano Nildo Brandão, lembrando de nossa terra natal em Mata Grande-Alagoas na década de 1960. Fez dias antes de meus pais retornarem para visitar Mata Grande, em 2008. A música está pronta e a qualquer momento será anexada.

ONDE EU NASCI

Voltando ao passado me vem à lembrança
Da minha infância ó meu Deus que saudade
Dos tempos que a gente morava no sítio
Mesmo com sacrifício era felicidade
Das rezas que tinham pela vizinhança
Daquelas crianças com quem eu brinquei
Por onde elas andam só Deus é quem sabe
Só sei que a saudade apertou e eu chorei.

Chorei de saudade da nossa casinha
Dos pés de coqueiros e do manjericão
Do cavalo preto e da vaca mancinha
Do plantio de milho, arroz, cana e feijão
E do povoado daquela região
Dos pés de fruteiras à beira da estrada
Das grandes boiadas cruzando o sertão.

Chorei de saudade do carro de bois
Do boi pantaneiro e do ribeirão
Do rio cristalino e das cachoeiras
Dos pés de mangueiras lá do terreirão
Do gado berrando em plena madrugada
E da passarada em perfeita harmonia
Do galo anunciando que vem mais um dia
Da estrela da guia e da Lua prateada.

Meu Deus quanta coisa estou revendo agora
Até a escola aonde estudei
A professora com suas histórias
É tanta saudade que me arrepiei
Tenho fé que um dia voltarei por lá
Rever o lugar que não esqueci
Hoje em pensamento gravado em memória
É essa a história de onde eu nasci.

Autores: Nildo Brandão e Tião Madeira

21 de janeiro de 2013

Posse da primeira reitoria da UNESPAR

A primeira reitoria da UNESPAR toma posse nesta quarta-feira, dia 23, conforme convite abaixo:

Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná tem a grata satisfação e honra de convidar para a
SOLENIDADE DE POSSE DA PRIMEIRA REITORIA ELEITA E NOMEADA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – UNESPAR,
sendo Reitor  Prof. Antônio Carlos Aleixo
 Vice-Reitor o Prof. Antônio Rodrigues Varela.
Data: 23 de janeiro de 2013, quarta-feira
Horário: 14:30 horas
Local: Palácio Iguaçu  Gabinete do Governador – 2º. andar – Praça Nossa Senhora da Salette – Centro Cívico – Curitiba – PR
Alipio Leal
Secretário de Estado

16 de janeiro de 2013

Música de abertura de palestra sobre Educação do Campo

A palestra sobre Educação do Campo realizada pela mestre em Educação, Aparecida do Carmo Lima, da  Escola de Agroecologia Chico Mendes, de Maringá, ocorrida na Universidade Estadual de Maringá-PR (UEM), no segundo semestre de 2012, teve participação de professores, acadêmicos, sem terra e comunidade em geral. A abertura (mística) foi realizada com uma música animada pelos estudantes (assentados) da Escola de Agroecologia Milton Santos, de Maringá-PR.


PERPLEXIDADE - Caminhoneiro usa garrafa térmica para cerveja


7 de janeiro de 2013

Reportagem do livro de André Miguel lançado em 2012

Assista a reportagem realizada com André Miguel, sobre o livro que escreveu relatando sua história e paralisia cerebral. O livro demorou aproximadamente 10 anos para ser escrito pelo autor e três para ser organizado por mim. Foram muitos altos e baixos entre a entrega dos originais, correções, vai e volta... Mas valeu a pena.
Também pode ser assistido no link no g1.globo.com: http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-2edicao/t/edicoes/v/rapaz-com-paralisia-cerebral-lanca-livro-em-maringa/2259794/

Reportagem do livro do Alex Sander, em 2007

Em 2007, organizei o livro "Memórias de um vencedor", de autoria de Alex Sander. O autor, muito feliz, foi alvo de várias entrevistas, entre elas, a reportagem abaixo, do SBT-Maringá:

8 de dezembro de 2012

Cerveja em garrafa térmica de água

Ao retornar de Guarapuava neste final de tarde de sábado, 08 de dezembro, de um curso de Especialização que fui ministrar na UNICENTRO, parei para um lanche em Turvo e não acreditei no que vi. Um caminhoneiro (placa de Guarapuava BCH 337X, adentrou a lanchonete com uma garrafa térmica de água de aproximadamente 4,5 litros e passou para o atendente, pedindo para encher. Pensei que fosse encher de água. Mas não.
O rapaz da lanchonete pegou várias garrafas de cervejas, foi abrindo uma a uma e despejando dentro da garrafa térmica. Não acreditei no que vi e quando fui pagar meu lanche, perguntei à moça do caixa se o homem era motorista do caminhão. Ela confirmou que sim.
Saí da lanchonete, olhei a placa do veículo e quando estava para adentrar meu veículo, percebi que o motorista seguiu para a cabine do caminhão, guardou a garrafa ao lado do banco, desceu e veio conversar comigo. Queria saber se eu era policial. Quando disse que não, ele disse: pensei que fosse. Perguntei o motivo e ele disse que a moça do caixa o informou que eu havia perguntado se ele era o motorista do caminhão e ele ficou pensando que eu fosse policial e que iria multá-lo pelo fato da bebida alcoólica. Disse-me que estava levando a bebida para a residência dele, perto do posto, lá mesmo em Turvo. Falei para ele: perguntei à moça do caixa, pelo fato de ter ficado impressionado com a cerveja sendo despejada na garrafa. Disse-lhe: jamais havia visto algo semelhante. Ele então se despediu e eu segui minha viagem com a impressão de que muitos caminhoneiros bebem cerveja e outras bebidas alcoólicas quando dirigem e a polícia jamais vai pegar no flagrante, pois não encontram as latinhas vazias ou cheias.

13 de setembro de 2012

Lançamento de mais um livro: "Minha história, minha vida"

Dia 23 de novembro, às 19:30horas, na Livraria Curitiba, no Shopping Catuaí, em Maringá-PR, será lançado o livro que acabei de organizar sobre a vida do André Miguel Bonjorno, intitulado "MINHA HISTÓRIA, MINHA VIDA". É um livro que todos devem adquirir e ler, independente da profissão. 
No livro, o André conta em detalhes tudo o que ocorreu com ele desde seu nascimento ainda indefeso no hospital, assim como seus sentimentos e alegrias. Diz ele no livro que o doutor "informou que como essa convulsão tinha sido muito forte, se eu conseguisse sobreviver teria problemas sérios, como de fato aconteceu: eu tenho bloqueio na voz e dificuldades motoras. Mas só isso".

21 de abril de 2012

Juri de homicídio

Nesta segunda-feira, dia 23 de abril, a partir das 08h30min. no Plenário da Câmara Municipal de Maringá, ocorrerá o julgamento pelo Tribunal do Júri de Maringá do homicídio do jovem FERNANDO JOSÉ MACHADO DE ARAÚJO, ocorrido em janeiro de 2000, por dois policiais civis de Maringá. O jovem assassinado é o filho da Florestina Machado, da ONG Mães Justiça e Paz. Divulguem o julgamento e acompanhem.

SEED recebe MST para discutir Educação

Representantes da Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED) recebeu Setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para tratar da Educação nas escolas dos assentamentos e escolas itinerantes nos acampamentos. AQUI.

17 de abril de 2012

Convite lançamento Dicionário Educação do Campo


A Escola Milton Santos de Educação do Campo convida a todos e todas para o lançamento, em Maringá, do DICIONÁRIO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO. O lançamento será realizado no dia 24 de abril (terça-feira), às 19 horas, na UEM, bloco H-12, Sala Paulo Freire. Haverá um breve debate sobre a Educação do Campo com os companheiros da Escola Milton Santos e, logo em seguida, uma breve reunião com amigos e apoiadores da Escola Milton Santos e do MST acerca da comemoração do aniversário dos 10 anos da escola.

Dicionário da educação do campo

Organizadores: Roseli Salete Caldart, Isabel Brasil Pereira, Paulo Alentejano e Gaudêncio Frigotto
Número de páginas: 788 - Editora: Expressão Popular - Preço: R$ 50,00

O DICIONÁRIO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO é uma elaboração coletiva cujo principal objetivo é o de apresentar para debate uma síntese da compreensão teórica e prática da Educação do Campo. Os verbetes selecionados referem-se a conceitos ou categorias que expressam, na perspectiva dos movimentos sociais camponeses e de suas lutas, os fundamentos filosóficos e pedagógicos da Educação do Campo, articulados em torno dos eixos:
- campo,
- educação,
- políticas públicas e
- direitos humanos

Esta primeira edição do Dicionário inclui 113 verbetes e envolveu 107 autores em sua produção. O Dicionário, embora tenha sido elaborado a partir de eixos, foi organizado pelos verbetes em ordem alfabética, pelo entendimento de que essa visão intereixos é pedagogicamente mais fecunda para o objetivo que temos de firmar uma concepção de abordagem ou de tratamento teórico e prático da Educação do Campo.

Trata-se de obra dirigida a educadores das escolas do campo, pesquisadores da área da educação, estudantes do ensino médio à pós-graduação, integrantes dos movimentos sociais e lideranças sindicais e políticas comprometidas com as lutas da classe trabalhadora.


2 de março de 2012

Pontal do Tigre-PR - assentados em risco de despejo


URGENTE
  1. Ontem (quinta-feira, 01 de março de 2012), os assentados do Pontal do Tigre, Município de Querência do Norte-PR, residentes na área desde 1988 (ano da ocupação) e com imissão de posse da terra pelo governo federal, desde 1995, foram surpreendidos pelo INCRA com a informação de que o antigo proprietário da área (Grupo Atalla) ganhou em última instância o direito de reaver a área de 10.800ha.
  2. As mais de 326 famílias assentadas, assim como eu que acompanhei toda história daquele povo, estamos perplexos com a informação, pois já estão legalmente assentadas há 17 anos.
  3. Lembro que até 1988 a área Pontal do Tigre era improdutiva. Atualmente, além de produtiva, os assentados construíram toda uma vida estruturada com tudo o que se possa imaginar.
  4. Neste momento faz-se necessário o envolvimento do Brasil em busca de esforços político, social e jurídico. Encontrar caminhos jurídicos e políticos para reverter a situação é PRIORIDADE para a próxima semana. Penso urgente o envolvimento de entidades como MNDH-Brasil, RENAP, Rede Nacional de Direitos Humanos, OAB, Justiça global, Terra de Direitos e tantas outras, assim como do Ministério Público e políticos defensores da terra para fins sociais (produtividade) e não para fins de especulação.
  5. Para conhecer melhor a história do Pontal do Tigre e de seus assentados (agora em risco de despejo), leia o livro "História social: da invasão do Brasil ao maxixe e lambari", resultado de minha pesquisa de mestrado: http://www.graficamassoni.com.br/livros/0428120034.pdf