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18 de janeiro de 2022
CONFUSÃO
PETS
17 de janeiro de 2022
NA CALÇADA
FUTURO
NEGACIONISTA
NATIVOS DIZIMADOS
I
Brasil dos nativos,
Dos índios que ainda existem.
Dos milhões no princípio,
Apenas milhares persistem.
Os políticos, o Governo e o sistema,
Aos massacres insistem.
E mesmo em dificuldades,
Os nativos à terra-vida, não desistem.
II
Brasil 500 anos,
De índios despatriados.
Engolidos ano a ano,
Foram pisados e maltratados.
Como nativos, indianos,
Avistados foram enganados.
E em nome da civilização,
Foram dizimados.
III
Avistados foram encarados,
Como ameaça ao sistema.
A liberdade de ir e vir,
Virou um grande problema.
No mato foram encurralados,
Apanhados perderam as penas.
E pelos europeus foram en-roupa-dos.
IV
Agora vivem dilemas.
De donos a expropriados,
Como ficaram seus alentos?
Os nativos cheios de sonho,
Chegarão aos anos seiscentos?
O que se espera do futuro?
Lembranças e pensamentos?
Em constante perseguição e prantos,
Restam-lhes ficarem atentos.
V
500 anos de exploração,
De trabalho infanto-juvenil e escravidão.
De motoristas a professores,
Desvalorizados em sua profissão.
De nativos a dizimados
Lutando por direitos de cidadão.
De Direitos Humanos,
Na prática, a exploração.
VI
Brasil 500 anos:
De concentração e de sem-terras,
De bóias-frias e domésticas,
E, nas florestas, o motor-serra.
Daqui outros 500,
Que será do povo e das terras?
Na história oficial,
Registros de muitas guerras
VII
Brasil 500 anos:
De história e de vergonha.
De homens massacrados,
Acusados de manha
Vivendo mendigando,
Desgastados com o que ganham.
E, na mídia, todo dia,
Contra si muitas campanhas.
VIII
Brasil 500 anos,
Das matas,
A sem matas,
Sem reservas florestais e sem meio ambiente.
De operários, camelôs, lavradores e serventes,
Índios, brancos e mulatos, somos desobedientes?
Há outra saída, a não ser estarmos descontentes?
IX
Brasil 500 anos
De pura especulação.
Dos índios de raça pura à globalização.
De povos nativos a sem-terras dizimados.
É nosso Brasil: sempre dominado.
Alcançou uma certa prosperação,
Parou na desnutrição.
Elias C. Brandão - 2003
Publicado no livro "História social: da invasão do Brasil ao maxixe e lambari". Maringá: Massoni, 2003.
27 de julho de 2013
Mais um livro sobre Educação do Campo
22 de julho de 2013
Onde eu nasci - Nildo Brandão
21 de julho de 2013
Onde eu nasci - Nildo Brandão
21 de janeiro de 2013
Posse da primeira reitoria da UNESPAR
16 de janeiro de 2013
Música de abertura de palestra sobre Educação do Campo
7 de janeiro de 2013
Reportagem do livro de André Miguel lançado em 2012
Reportagem do livro do Alex Sander, em 2007
8 de dezembro de 2012
Cerveja em garrafa térmica de água
12 de novembro de 2012
13 de setembro de 2012
Lançamento de mais um livro: "Minha história, minha vida"
21 de abril de 2012
Juri de homicídio
SEED recebe MST para discutir Educação
17 de abril de 2012
Convite lançamento Dicionário Educação do Campo

2 de março de 2012
Pontal do Tigre-PR - assentados em risco de despejo
- Ontem (quinta-feira, 01 de março de 2012), os assentados do Pontal do Tigre, Município de Querência do Norte-PR, residentes na área desde 1988 (ano da ocupação) e com imissão de posse da terra pelo governo federal, desde 1995, foram surpreendidos pelo INCRA com a informação de que o antigo proprietário da área (Grupo Atalla) ganhou em última instância o direito de reaver a área de 10.800ha.
- As mais de 326 famílias assentadas, assim como eu que acompanhei toda história daquele povo, estamos perplexos com a informação, pois já estão legalmente assentadas há 17 anos.
- Lembro que até 1988 a área Pontal do Tigre era improdutiva. Atualmente, além de produtiva, os assentados construíram toda uma vida estruturada com tudo o que se possa imaginar.
- Neste momento faz-se necessário o envolvimento do Brasil em busca de esforços político, social e jurídico. Encontrar caminhos jurídicos e políticos para reverter a situação é PRIORIDADE para a próxima semana. Penso urgente o envolvimento de entidades como MNDH-Brasil, RENAP, Rede Nacional de Direitos Humanos, OAB, Justiça global, Terra de Direitos e tantas outras, assim como do Ministério Público e políticos defensores da terra para fins sociais (produtividade) e não para fins de especulação.
- Para conhecer melhor a história do Pontal do Tigre e de seus assentados (agora em risco de despejo), leia o livro "História social: da invasão do Brasil ao maxixe e lambari", resultado de minha pesquisa de mestrado: http://www.graficamassoni.com.br/livros/0428120034.pdf


