18 de janeiro de 2022

PEDINTES


Nos governos Temer e Bolsonaro aumentaram os pedintes,
Pedem dinheiro ou comida a todo contribuinte.
Estão nos semáforos e esquinas, é o seguinte,
Tinham casa e moradia, mas na rua, é o possuinte,
Perambulando em grupos ou solitos, até as vinte e vinte.

À noite dormem nas calçadas ou marquises,
Se você duvida, saia de seu conforto e revise.
Tire o véu dos olhos, enxergue a crise,
Que leva milhões à fome, parece reprise,
Dos anos de chumbo e fome, pesquise.

A moradia de milhões passou a ser a rua,
Cestas básicas são doadas às vezes em perua,
Quando não comem restos de comida crua,
Em lixeiras e lixões sem nenhuma falcatrua,
Pois a fome e o desespero é real: vá e destrua.

Estes governos priorizam privatização,
O povo que se dane nessa pátria nação.
Pátria Amada Brasil é propaganda, alienação,
Renda e dinheiro é parte da concentração,
E a carestia contribui com a consternação.

Ausência de políticas sociais resulta em pobreza,
Ganância dos governos completa a avareza.
A rua torna-se moradia e labirinto da incerteza,
De um povo eleitor jogado na profundeza,
Precisando de ajuda pois almejam fortaleza.

Elias C. Brandão - 12/01/2022

AGRO


Agro é pop, divulga um canal,
A propaganda não passa de banal.
Esconde veneno, intencional,
O agro pop é irracional.

Diz-se que o agro é tec, não é.
Na propaganda, o agro é migué.
Agro é manipulação, acorda José,
Esperte-se, é golpe de jacaré.

Se agro é pop, por que a fome?
Manipularam o termo com pronome.
Enquanto milhões se consome,
Com esse capitalismo, lobisome.

Se agro é tec por que a carestia?
Tem algo errado que nos angustia.
Com um desemprego que nos molestia,
Por que defender o agro como simpatia?

Agro é concentração e exportação,
Dinheiro no bolso do patrão.
Já o agricultor vive em degeneração,
Enganado pelo agro do ricão.

Elias C. Brandão - 11/01/2022

SALTO


No Salto das Orquídeas em Sapopema.
Não vi orquídeas, que pena, sem dilema.
Se esconderam, coisa do ecossistema.
Voltarei pra apreciar, não tem problema.

As cachoeiras, que beleza.
O ar e a mata, parte da natureza.
As trilhas íngremes, nada de dureza,
Tirei de letra e com destreza.

O guia atencioso e preocupado,
Parecia estar bem preparado.
Indicava os pontos arriscados,
E a chuva nos deixou molhados.

As quedas d'águas impressionam,
Pelas fendas escavavam.
O paredão das pedras reinavam,
E sobre todos predominavam.

Elias C. Brandão - 10/01/2022

ASSENTAMENTO


Domingo de boa experiência,
Ver um assentamento de resistência,
Em terra sem nada de pendência.
Eram centenas buscando sobrevivência.
Carlópolis foi a referência,
Das famílias de procedência.

Terra de boa qualidade,
Espera-se prosperidade.
A recepção foi de cordialidade,
Roni e Fran, de cordialidade.
As crianças de versatilidade,
Numa área de biodiversidade.

As plantações, exorbitantes.
Goiaba em pés, impactantes.
Maracujá e um suco desconcertante,
Que deu vida ao visitante.
O almoço então, impactante,
Que delícia, reconfortante.

Viviam em Planaltina,
Numa vida cretina.
A nova área virou rotina,
Carlópolis aglutina,
A luta em sabatina,
Sofrimento não, é guilhotina.

Elias C. Brandão - 09/01/2022

RIBEIRÃO CLARO


Turismar em Ribeirão Claro
Aproxima-se de um amparo.
Vê a natureza e os pássaros.
Corretenza, Chico e Lázaro.

Subir o Morro do Gavião,
É sentir-se em um avião.
Apreciando as águas num piscinão,
A represa Chavantes, que vistão.

A Ponte Pênsil, que extraordinário,
Mas vandalizada por mercenário,
Entristece os olhos e o cenário,
Mas não a beleza e seu centenário.

O véu da noiva nem se fale,
Que correnteza naquele vale.
Esquece-se qualquer male,
Apreciando o ar que se iguale.

A represa Chavantes nem se diga,
Bonita, mas dos animais é inimiga,
Invadiu o habitat, só os peixes abriga,
Expulsou macacos e lombrigas.

Elias C. Brandão - 08/01/2022

RODOVIA


Em uma rodovia, vê-se de tudo,
Motorista agitado e peitudo,
Cabeludo, careca e testudo.
Caminhoneiros que não tem estudo.
Em veículos pequenos, os cabeçudos,
Ultrapassando e fazendo de tudo.

Rodovias esburacadas,
Com crateras escancaradas.
Precisando serem duplicadas.
Sem acostamentos e desqualificadas,
Aos motoristas sendo emboscadas.
Precisando serem reasfaltadas.

As ultrapassagens assustam,
Outros devagar desfrutam,
Da paisagem, aproveitam.
Alguns na esquerda relutam,
Irritando os corretos que surtam,
Esbravejam, xingam, flertam.

Elias C. Brandão - 07/01/2022

NASCENTE


Adentrando a natureza,
Eis uma correnteza.
Das laterais a nobreza,
Minas surgiam da profundeza.
Ouvir o silêncio era a sutileza,
Naquele lugar, pura beleza.

Algo triste veio à mente, o desmatamento.
Minas aterradas, sem arrependimento.
Áreas arrasadas pelo desmatamento.
Rios pedem socorro do assoreamento,
Homens cegos, sem sentimento.
Precisam mudar de discernimento.

A proteção ao meio ambiente,
Cabe a todos, seja consciente.
Tens uma nascente? Seja eficiente.
Cuide e proteja, seja prudente.
Abrace o meio ambiente.
Acorde-se, não seja inconsequente.

Elias C. Brandão - 06/01/2022