18 de janeiro de 2022

COVID


Quem diria no passado,
Ver milhões enlutados,
Um mundo assolado,
Por um vírus aloprado.

Contra o Covid, a máscara,
Álcool nas mãos, encara,
Negar o vírus da na cara,
O cemitério desmascara.

Até parece engraçado,
Milhões serem arremessados,
Por um vírus desgraçado,
Que mata disfarçado.

Sinaliza-se uma gripe,
Achegando-se como estirpe,
Acomoda-se como príncipe,
E nocauteia o munícipe.

Manter cuidado, a orientação,
Máscara a ostentação,
Correr da aglomeração,
Evita mortes e prostração.

Ninguém quer contar mortes,
Nem aqueles que se dizem fortes.
A máscara, a todos da suporte,
Garantindo segurança e aporte.

Que o Covid dezenove,
Não mais se renove,
A vacina o remove,
E a ciência o desaprove.

Elias C. Brandão - 16/01/2022

ESPERANÇA


Muitos falam de esperança
Esperança na herança
Em ir para França
Manter a liderança
Dentro da biossegurança.

Mas muitos carregam rança
Sofrem e tem insegurança
Do passado, se apegam na lembrança
Sobre si fazem cobrança
Veja o futuro como mudança.

Quando for em uma festança
Veja o alimento como sustança
Não exagere prejudicando a pança
Para não ter medo da balança
E se arrepender da comilança.

No dia a dia com a vizinhança
Conviva em verossimilhança
Evite discórdia e falança
Assim como a intemperança
Aumentando sua segurança.

Ah! esperança
Evita a lambança
Seja aliança
Do adulto e criança
E vivamos em bonança.

Elias C. Brandão - 15/01/2022

BUEIRO


Não tem coisa estupenda
Vassoura na mão de uma prenda
Empurrando o lixo como se oferenda
A giro do bueiro, coisa horrenda.

A questão é o destino do lixo
A caminho de um bueiro fixo
Entope-se e reclama de desleixo
Malfeitos de quebrar o queixo.

Conhecido como boca de lobo
Entupido vira um engobo
Não entra água seu pânfobo
Lixo no bueiro prejudica o globo.

Limpar o bueiro é cuidar do planeta
boca de lobo é uma preciosa gaveta
mantenha limpa como maçaneta
Cuidar do bueiro é ser uma tieta.

Entupir o bueiro causa inundação
Com a chuva, a transtornação
Pessoa de índole tem elucidação
Lixo no lixo, indica educação.

Elias C. Brandão - 14/01/2022

CORAÇÃO


Em um semáforo de Maringá,
Uma mulher com balas a andá.
Moço, leva umas balas pra ajudá,
Disse-lhe: preço, moça, pra eu levá.
"O QUE SEU CORAÇÃO QUISER DÁ".

Não tinha preço aquelas balas,
O motorista decidia a escala.
Adquiri com moedas senzalas,
Parecia uma quantidade rala,
Mas ao pegar, ficou sem fala.

Em seguida disse: "Deus abençoe",
Assim, que a vida se aperfeiçoe,
Que as pessoas não caçoe,
A labuta diária perfeiçoe
E o "quiser dá" se afeiçoe.

Elias C. Brandão - 13/01/2022

PEDINTES


Nos governos Temer e Bolsonaro aumentaram os pedintes,
Pedem dinheiro ou comida a todo contribuinte.
Estão nos semáforos e esquinas, é o seguinte,
Tinham casa e moradia, mas na rua, é o possuinte,
Perambulando em grupos ou solitos, até as vinte e vinte.

À noite dormem nas calçadas ou marquises,
Se você duvida, saia de seu conforto e revise.
Tire o véu dos olhos, enxergue a crise,
Que leva milhões à fome, parece reprise,
Dos anos de chumbo e fome, pesquise.

A moradia de milhões passou a ser a rua,
Cestas básicas são doadas às vezes em perua,
Quando não comem restos de comida crua,
Em lixeiras e lixões sem nenhuma falcatrua,
Pois a fome e o desespero é real: vá e destrua.

Estes governos priorizam privatização,
O povo que se dane nessa pátria nação.
Pátria Amada Brasil é propaganda, alienação,
Renda e dinheiro é parte da concentração,
E a carestia contribui com a consternação.

Ausência de políticas sociais resulta em pobreza,
Ganância dos governos completa a avareza.
A rua torna-se moradia e labirinto da incerteza,
De um povo eleitor jogado na profundeza,
Precisando de ajuda pois almejam fortaleza.

Elias C. Brandão - 12/01/2022