16 de março de 2022

INTELIGÊNCIA


Se tem algo que faço uso
E posso dizer que abuso
É a inteligência meu muso
Essa não me deixa confuso.
A trabalho para as decisões
Tenho muitas pretensões
Realizo discussões
Sempre fugindo das prisões.
Uso-a para minhas escolhas
Não me deixando em bolhas
Sem querer ser saca-rolhas
Corro, que frutos os colhas.
Não a perco nas leituras
Nas análises de conjunturas
Mantendo minhas posturas
Mesmo diante das censuras.
Consciência, que leva a transformações
Evita tropeços e escoriações
Mantém-me lúcido nas ponderações
Não fugindo das confrontações.
Elias C. Brandão - 16/03/2022

15 de março de 2022

INTELIGENTE PRA BURRO


Em forma de ironia
Talvez por zombaria
É ouvir cacofonia
Dando-me uma agonia.
A mais velha que se escuta
E muitos a executa
É a frase muito puta
Ou seria prostituta.
"Inteligente pra burro"
É a frase do sussurro
Pode-se responder com murro?
Perguntaria dom casmurro.
Todo ser é inteligente
Pra burro já é pungente
Saio em defesa urgente
Do inteligente que é gente.
Ninguém é burro, só inteligentes
Mas entre estes há intransigentes
Cada um com qualidades emergentes
Respeito é bom evitando insurgentes.
Depreciar não pode ser brincadeira
Não pode ser dito na doideira
Há risco de reação em capoeira
Rompendo relação antes verdadeira.
Elias C. Brandão - 15/03/2022

14 de março de 2022

GLOBALIZAÇÃO


Globalização de um único pensamento
Da coca cola, menos do faturamento
Do Mcdonald, menos do rendimento
Da internet e seu escalonamento.
Pensamento manipulado globalmente
Sociedades controladas mentalmente
Governos de cercadinhos, literalmente
Globalizando as desgraças sorrateiramente.
Globalização da economia e da fome
Povo sem identidade e sem nome
Identificado por qualquer prenome
Pois globalizado, como gente, some.
Globalização do agro e negócio
Criando milhões de humanos no ócio
Globalização do homem em consórcio
Da fome global o pobre torna-se sócio.
Globalização é expansão econômica
Expande a economia de forma dicotômica
Torna sociedades autossômicas
Globalização me parece ação cômica.
Globalização é expansão do capital
Avançou com a globalização digital
Estrutura-se de forma proposital
Salve-se quem puder deste maléfico edital.
Elias C. Brandão - 14/03/2022

13 de março de 2022

ESPORTE


O esporte é algo atrativo
Para os fanáticos, destrutivo
Causam violências, depreciativo
Prejudicando o esporte corporativo.
Encontro de torcidas, perigo
Ir a um estádio, castigo
Ficar em casa, abrigo
Briga não é comigo.
De futebol perdi o encanto
Daquele respeito, desencanto
Objetos atirados, que espanto
Atinge inocente que fica em pranto.
Torcidas se provocam sem respeito
Provocadores viram suspeitos
Torcedor de bem perde o direito
Com risco de cacetada no peito.
Elias C. Brandão - 13/03/2022

12 de março de 2022

COMUNISMO


Se há um sistema que penso interessante
Que possibilita igualdade entre seus militantes
Sem acumulação de capital, o que é importante
É o comunismo, sistema criticado mas gigante.
Enquanto o capitalismo é acumulo de riqueza
Onde poucos acumulam sem a menor leveza
A maioria sobrevive na maior dureza
Sem casa, vida digna, na pobreza.
Dizem que no comunismo a marca é a igualdade
Onde se procura viver em fraternidade
Sem acúmulo de riqueza e com dignidade
Se é verdade vamos implantar na sociedade.
A terra é de quem produz, não se pode acumular
A propriedade é comum, ninguém é titular
O Estado distribui de forma a não se tornar particular
Os meios de produção, o estado a controlar.
Mas o capitalismo, para enganar uma nação
Difama o comunismo com toda abominação
O povo sem conhecer, acredita na difamação
Achando que ter tudo em comum é maldição.
O golpe de Estado foi fruto de forte alienação
Controlaram um povo alienando pela educação
Pintaram um comunismo sem nenhuma resignação
Mas no socialismo não há riqueza, nem concentração.
Elias C. Brandão - 12/03/2022

11 de março de 2022

GUERRA DICOTÔMICA


Nem toda guerra preocupa
Mas a da Ucrânia, alerta minha lupa
Que um passo em falso o mundo agrupa
E uma catástrofe explode na nossa garupa.
A tensão há tempo analisada
Por historiadores já era antecipada
O Ocidente atira-se em expansão desenfreada
Levando o mundo a uma situação descontrolada.
Os provocadores não vão à frente da batalha
Mas causam ao povo uma grande mortalha
Esses governantes não passam de gentalha
A nós resta chamá-los de canalhas.
Estamos em risco de bombas químicas e atômicas
Que destroem até as atividades econômicas
É hora de ficar atento nesta situação cômica
Do risco de uma guerra ampla, dicotômica.
Os respingos da guerra já são globais
Ultrapassou as barreiras dos ocidentais
Pode fugir do controle dos orientais
Tornando o mundo um campo de canibais.
O mundo já sente a guerra na inflação
Tudo subindo, causando-nos preocupação
Aumento da pobreza e risco de insuflação
Carestia, desemprego e forte manipulação.
Elias C. Brandão - 11/03/2022

10 de março de 2022

RELIGIÃO VIROU NEGÓCIO


Gente passando fome
Dois, três dias que não come
Guerra desnecessária entre lobisome
E em nome de Deus discursam os zome.
Não quero ficar longe disso
Mas de religião virei omisso
Dessa trama não serei submisso
Farei minha parte sem compromisso.
Brasil acima de tudo uma ova
Deus acima de todos, quero prova
Enquanto isso nos subúrbios, desova
Esses gestores merecem uma sova.
O pior é que a religião virou negócio
Adentrou a política e o agronegócio
As negociatas viraram sacerdócio
Que decepção, igreja e política: consórcio.
O certo é que neutro ninguém é
Na política precisamos fincar o pé
Mas pudor é necessário, seu migué
Certos acordos amedronta até o pajé.
Elias C. Brandão - 10/03/2022

9 de março de 2022

SOPAS DE MIÚDOS


Lembro da vida pobre que a família levava
Das roupas no riacho que minha mãe lavava
Das sopas de miúdos que a família salvava
Comida que mesmo pouca não faltava.
Lembro dos dizeres das dores no pari o primeiro filho
Dores insuportáveis que aguentou com todo brilho
Das necessidades devido a seca comendo milho
Da migração do Nordeste ao Sul sem empecilho.
Lembro do pai com um salário tratando da família
Da casa na serraria sem quase nada de mobília
Da mãe na cozinha parecendo em vigília
Que consciência tínhamos, não tinha Emília.
Recordo das sopas de batatas e miúdos de galinha
Talvez por isso gosto de pescoço, asa, pé e canjinha
A sopa deu-nos vida acompanhado da canjiquinha
Lembranças que não esqueço, ver a mãe na cozinha.
Lembro de visitas de familiares comendo primeiro
Falam até hoje das gostosas sopas de janeiro
É que não sabem o quanto o pai foi obreiro
Garantindo à mãe fazer comida discreta e maneiro.
Se hoje temos emprego, moradia e comida na mesa
Não sabem no passado o que vivemos de surpresa
Matarazzo, serraria, boia-fria e operário de empresa
Além do trabalho na roça e cafezais, vida camponesa.
O passado foi marcante, o presente promissor
O pai se foi, mas os herdeiros é dele defensor
Lembramos das sopas na mesa e do limite divisor
Trabalho e estudos dos filhos, entre eles um professor.
Elias C. Brandão - 09/03/2022

8 de março de 2022

MULHER QUE LUTA


Mulher que luta por direito
Que da sociedade precisa respeito
Do homem não espera preconceito
Que dela não queira tirar proveito.
Mulher guerreira desde o amanhecer
Que batalha e trabalha sem esmorecer
No corre corre não percebe envelhecer
Diariamente a ela o reconhecer.
Mulher do campo e cidade
Tenha ela qualquer idade
A emancipação e a igualdade
E luta contra a desigualdade.
Explorada em cargo e salário
Na indústria, comércio e aviário
Que o homem não se faça de otário
Com flores numa mão e coração ordinário.
A mulher ainda não é respeitada
O homem sabe e ainda a faz de coitada
Seja casada, separada ou desquitada
Lutar é preciso, és toda capacitada.
Seja negra, branca, índia ou quilombola
Professora, diarista ou jogadora de bola
Advogada, médica, brasileira ou espanhola
Acabar com as diferenças começa na escola.
O lugar de mulher é na política
Ocupando espaço na geopolítica
Das questões globais sendo analítica
Mesmo dos machistas recebendo crítica.
Elias C. Brandão - 08/03/2022

MULHER, MULHER


Mulher, mulher
Todo dia é da mulher
Mulher que sabe acolher
Que não é meia-colher.
Mulher capaz de tudo
De superar, sobretudo
Aguenta homem barrigudo
A mulher eu saúdo.
A mulher dá vida e é vida
Parece ter dez sobrevida
Nos tropeços é atrevida
Encara a vida não colorida.
Mulher, toda ternura
Em si transborda cultura
Com filhos aquela fofura
Mesmo num dia de loucura.
Mulher nem sempre reconhecida
Com certos homens, aborrecida
Mas procura estar envaidecida
Se bem acompanhada, agradecida.
Que todo dia do ano seja oito
Em nenhum dia receba açoito
Homem que a vê só no pernoito
É machista e por que não, afoito.
Elias C. Brandão - 08/03/2022

7 de março de 2022

BELA PROSA


Nesse domingo, a mais bela prosa
Com uma linda mulher, parecia uma rosa
O tempo voou de forma escabrosa
E a noite chegou de forma suntuosa.
Quando a prosa é boa, que o tempo não passe
Se conversa com jeito e com classe
Os detalhes fazem parte, não são impasses
Que delícia de prosa, que nada escapasse.
O boa noite chegou, que dificuldade
Por que não demorasse, que crueldade
Cada qual pro seu canto, que maldade.
Esses momentos ajudam não errar
Passos mal dados podem até ferrar
Mas uma bela prosa um casal pode amarrar.
Elias C. Brandão

GOLPES


O povo é golpeado de noite e de dia
Em casa, no mercado e na ortopedia
Nos impostos, informações e na padaria
Tenta escapar dos golpes até na moradia.
Se compra um lanche dói o coração
Se pede uma pizza, golpe na negociação
Se apega ao PIX, pensando ser espertalhão
Acaba golpeado pelo banco e no cartão.
Os golpes maiores são nos idosos
Não dominam a mídia e são muito bondosos
Caindo nos golpes dos criminosos.
O medo dos golpes retrai os coroas e coroas
Quando saem nas ruas olha todos como atoas
Veem a todos como se não fossem de boas.
Elias C. Brandão - 07/03/2022

BOA PESSOA


Do nada, no face, leio uma mensagem
Demonstrava otimismo e coragem
Parecia pré-anunciar um dia a passagem
Mudar para o além, certamente, que coragem.
Dizia "Eu quero que as pessoas"
E lembrei: sejam ruins ou sejam boas
"Lembrem de mim como uma boa pessoa!"
Como aquela que na vida não magoa.
Como esquecer a escrita pública
Em um país Brasil República
Como se fosse uma súplica.
Por que o pedido de ser lembrada
Vez que por si já está resguardada
Pois o lobby é defender a cachorrada.
Elias C. Brandão - 06/03/2022

ALIMENTOS ENVENENADOS


No setor verde do mercado começa a luta
Defronte das gôndolas de horta e frutas
Escolhe-se as mais vistosas e absolutas
De tão bonitas, nenhuma poderá ser substituta.
De repente um filme aparece na mente
Trata dos alimentos com veneno demente
E me interrogo: há veneno nas sementes?
Concluo: a casca esconde o veneno, obviamente.
Os produtores não nos avisam dos venenos usados
Com os consumidores, são demasiados abusados
Agrotóxicos que nos deixam esclerosados
É isso que dá comer alimentos envenenados.
Que faz o Estado que não controla o veneno
Empurrando o povo para os postinhos, quanto aceno
Pedem socorro, o semblante nada sereno
E muitos morrem, seja grande, seja pequeno.
Alimento saudável deve ser a política do Estado
Mas a pressão é necessária, já foi testado
Sem pressão contra o veneno morreremos envenenados
Restando o cemitério para os corpos serem enterrados.
Elias C. Brandão - 05/03/2022

4 de março de 2022

CAPITALISMO


O nome já diz, capital e ismo
Cabeça de sistema: capitalismo
Âmago de uma teoria: egocentrismo
Centralização de uma doutrina: corporativismo.
Praga daninha de séculos recente
Com o povo não tem sido complacente
Vai penetrando nos países como entorpecente
Individualiza e faz cada um acreditar ser potente.
Poucos acumulam riqueza e a maioria nada tem
Manipulam a consciência e os povos que se matem
Rico de iate e jatinho, e o pobre sem um vintém
No sistema capitalista, os pobres que se arrebentem.
A marca do capitalismo é a concentração
Explora a terra, água e o espaço, que aberração
Destrói o meio ambiente e diz ser evolução
Capitalismo selvagem a meta é a exploração.
Assim é o sistema, são os capitalistas
Suas investidas são bem calculistas
Seus algozes são todos individualistas
E são demasiados moralistas.
Elias C. Brandão - 04/03/2022

3 de março de 2022

A PANDEMIA NO BAR


Pandemia? Onde? no bar? Qual bar?
A mídia noticia: pandemia a derrubar
Milhões contaminados a tombar
E olho o bar um monte a zombar.
Penso: em bar vírus não sobrevive
A maioria sem máscaras e convive
Se falam, gritam, sorriam, não me contive
O álcool no bar é barreira, o vírus não vive.
A mídia anunciando hospitais superlotados
O povo em casa na maioria assustados
Mas no bar, eu via o povo animado
Bebendo, cantando e ninguém derrubado.
São mais de 650 mil mortos ou por pertos
E o bar na surdina acolhe os "espertos"
Se os questionam se dizem do vírus libertos
Se contaminados convivem na boa, abertos.
Alguém deles preocupado com a pandemia?
Não me parece, vejo-os no bar todo dia
Marca o local a cerveja, risadas, só alegria
Talvez pra esquecer a vida longe da mídia.
Interessante seria investigar os bares
Pesquisas científicas pesquisando os pilares
Frequentadores de bares morreram aos milhares?
Não se sabe, mas todo dia na pandemia zombares.
Elias C. Brandão - 03/03/2022

2 de março de 2022

NEUTRALIDADE


Quem se diz neutro, tomou posição
Em guerra, um neutro pratica traição
Não há neutralidade, mesmo com indiscrição
Dizer-se neutro é uma tremenda contradição.
Alguns provocam a guerra e escondem as mãos
Fiquemos de olho nos Estados Unidos irmãos
Três tapinhas, fala manso, articulando com alemão
E uma guerra explode e o povo vira salmão.
Civis revoltados se armam, lutam e sofrem
O medo aumenta e bombas explodem
Corpos caem e outros socorrem
Sangue é derramado e muitos morrem.
Mísseis e metralhadoras escancaradas
ONU e negociações encurraladas
Mídia com notícias dilaceradas
O povo na ponta sem informações apuradas.
Oh! guerra: tu não és humana
Envolvendo potência: desumana
Bombardear hospitais, escolas e civis: és tirana
Fato conhecido nos ataques da semana.
Elias C. Brandão - 02/03/2022